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NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO


HISTÓRIA:
Há mais de 400 anos, no Equador, a Virgem Santíssima anunciou que seria especialmente conhecida no século XX. Madre Mariana de Jesus Torres, uma das fundadoras do Mosteiro Real da Imaculada Conceição de Quito, foi uma grande mística que abraçou o estado de perfeição evangélica conforme o ensinamento do próprio Nosso Senhor Jesus Cristo e o levou a grau de heroicidade. Deus a escolheu para ser depositária de uma série de revelações a propósito do século em que viveu e também dos futuros. Foi a ela que Nossa Senhora apareceu ordenando que mandasse esculpir uma imagem sob a invocação de Nossa Senhora do Bom Sucesso.

Nascida na Espanha, na Província de Viscaya, no ano do Senhor de 1563, Mariana bem cedo sentiu a vocação religiosa. Aos 13 anos de idade, com permissão do Rei Filipe II, abandonou seu país, juntamente com sua tia, Madre Maria de Jesus Talvada, e partiu para Quito, cidade situada em terras de colonização espanhola na América do Sul, a fim de ali estabelecer o primeiro mosteiro nas Américas em honra da Imaculada Conceição.

A Europa estava conturbada por diversas questões político-religiosas e a Igreja Católica havia perdido influência em vários países. Em conseqüência, pessoas, grupos ou até mesmo nações inteiras abandonaram a Igreja.

Em1576, atendendo a pedidos insistentes de influentes famílias da cidade de Quito, o rei de Espanha enviou para o Equador um grupo de freiras da Ordem das Concepcionistas, fundada, algumas décadas antes, por uma religiosa portuguesa, Santa Beatriz da Silva.

Entre os atributos santíssimos de Nossa Senhora, um dos que mais provoca a indignação e o ódio de Lúcifer é, certamente, a Imaculada Conceição. Nossa Senhora, escolhida para ser Mãe do Divino Salvador, concebida sem pecado original, co-redentora e medianeira universal de todos os dons divinos, foi fiel a todas as graças desde o primeiro instante de sua concepção e, em nenhum momento, foi escrava do demônio, tendo sido elevada aos Céus e coroada como Rainha dos Céus e da Terra.

As potestades infernais não poderiam ficar satisfeitas com a extensão da devoção à Imaculada Conceição por toda a Terra. Não espanta, assim, que uma terrível tempestade tenha ameaçado naufragar a embarcação em que viajavam as religiosas espanholas. Em meio à tormenta, Madre Maria e a menina viram no mar uma serpente monstruosa de sete cabeças, que movimentando as ondas ameaçava destroçar a frágil embarcação.

A menina deu um grito e caiu desfalecida. Sua tia, Madre Maria, pediu a Deus que as salvassem naquele grande perigo. Terminada esta oração, a tempestade milagrosamente cessou, o dia clareou e ouviram o clamor de terrível voz, dizendo: 'Não permitirei a fundação; não permitirei que progrida; não permitirei que se conserve até o fim dos tempos e a todo momento a perseguirei'.

No dia 13 de janeiro de 1577, na fundação do Real Mosteiro da Imaculada Conceição, professaram as sete religiosas fundadoras, nas mãos de um sacerdote franciscano. Mariana de Jesus não pode participar da cerimônia por ter apenas treze anos. É nesse local bendito que, durante 59 anos, dar-se-á a longa Via Crucis desta grande mística, crescida à sombra da Cruz e transformada em vítima expiatória da justiça divina.

Deus permitiu que fosse muito tentada pelo demônio. Às vezes ele se apresentava em forma de uma enorme serpente que a rondava de dia e de noite; outras vezes, insuflava o ódio de freiras inobservantes, vendo-a tão severa para consigo mesma e tão exigente no cumprimento da regra de São Francisco, nas diversas vezes em que foi eleita priora. Em conseqüência desse ódio chegou a ser injustamente encarcerada na prisão do convento.

A esta alma -- esculpida por longos anos de penitências, orações e sacrifícios -- Nossa Senhora apareceu diversas vezes sob a invocação do Bom Sucesso. O Mosteiro da Imaculada Conceição sempre estivera sob a assistência religiosa dos Frades Franciscanos. No entanto, algumas freiras relapsas quanto à Regra não aceitando a influência franciscana, urdiram uma conspiração e conseguiram de Roma que o Convento ficasse sob a tutela do Bispo local.

Vendo o abandono em que ficaram as religiosas fiéis e o risco de extinção do Mosteiro, Nossa Senhora apareceu à Madre Mariana de Jesus Torres: 'É vontade de meu Filho Santíssimo que tu mesma mandes executar uma estátua minha, tal como me vês e a coloques sobre a cátedra da Priora. Colocareis em minha mão direita o báculo e as chaves da clausura, em sinal de minha propriedade e autoridade. Colocarás em minha mão esquerda o meu Divino Filho. Eu mesma governarei este meu Convento'.

Mariana hesitou. Como dar cabo àquela tão difícil tarefa? Em primeiro lugar, como conseguir a autorização do Bispo? Depois, como conseguir os recursos, e qual escultor seria capaz de esculpir a imagem?

- Senhora, insistiu a religiosa - como realizar tudo isto se nem mesmo sei qual a sua estatura exata?

- Dê-me o cordão franciscano que trazes na cintura - disse-lhe a Virgem.

Neste momento os três Arcanjos, São Miguel, São Rafael e São Gabriel, que A assistiam, fizeram uma profunda reverência diante de Nossa Senhora e com enorme respeito ergueram a coroa. Ela, então, tomou o cordão e colocou uma das extremidades sobre sua cabeça e ordenou que Madre Mariana tocasse com a outra nos seus pés. Ora, como o cordão era muito curto, houve um milagre e ele esticou-se até alcançar a altura exata da Virgem.

'Aqui tens minha filha, a medida de tua Mãe do Céu, entrega-a a meu servo Francisco del Castillo, explicando-lhe minhas feições e minha postura: ele trabalhará exteriormente minha imagem porque tem consciência delicada e observa escrupulosamente os mandamentos de Deus e da Igreja. Nenhum outro será digno desta graça. Tu, de tua parte, ajuda-o com tuas orações e com teu humilde sofrimento'. Cheia de encanto a Madre tomou aquela preciosíssima relíquia e durante toda a vida a levou consigo.

Nossa Senhora prevê o futuro do Equador e a morte do Bispo. Nas aparições seguintes Nossa Senhora do Bom Sucesso voltou a insistir para que a Madre mandasse executar, o quanto antes, a imagem, repreendendo-a por sua demora. Para convencê-la profetizou o futuro do Equador, do Bispo e outros acontecimentos já realizados como as proclamações dos dogmas da infalibilidade papal e da Imaculada Conceição.

- 'Minha Filha muito amada, porque és lenta e pesada de coração? Quantos crimes ocultos se cometem nesta população e nas vizinhas! Precisamente por esse motivo se fundou o Convento neste local, a fim de que Deus fosse desagravado no mesmo lugar em que Ele é ofendido e desconhecido; e por essa razão o demônio, inimigo de Deus e dos justos, tanto agora como nos séculos futuros porá em jogo toda a sua maliciosa astúcia para acabar com este Convento.

Em seguida, Nossa Senhora revelou a Madre Mariana de Jesus que aquela Colônia tornar-se-ia independente sob o nome de Equador. Profetizou também que, 'no século XIX, virá um presidente verdadeiramente cristão, varão de caráter a quem Deus Nosso Senhor dará a palma do martírio na praça onde está este meu Convento. Ele consagrará esta Pátria ao Divino Coração de Meu Filho Santíssimo, e esta consagração sustentará a Religião Católica nos anos posteriores, os quais serão terríveis para a Igreja'.

'Hoje mesmo, quando amanhecer, irás ter com o Bispo e lhe dirás que eu mandei esculpir minha Imagem para ser colocada à testa de minha Comunidade, a fim de tomar posse completa daquilo que, a tantos títulos, me pertence. E, como prova da veracidade do que lhe dirás, morrerá ele dentro de dois anos e dois meses, devendo desde já preparar-se para o dia da eternidade, porque a sua morte será violenta'.

'Ele deverá consagrar minha Imagem com os Santos óleos, e pôr-lhe-á o nome de Maria do Bom Sucesso da Purificação ou Candelária. Nessa ocasião solene, ele mesmo colocará na mão direita de minha Imagem, junto com o báculo, as chaves desta clausura, como prova de que entrega a Mim o governo das esposas de meu Filho Santíssimo, transferindo todos os seus cuidados para minha maternal e amorosa proteção.

'Então, nesse momento, Eu tomarei posse completa desta minha casa, e obrigar-Me-ei a guardá-la ilesa e livre de todo atropelo até o fim dos tempos, exigindo de minhas filhas contínuo espírito de caridade e sacrifício'. Como se realizou o desejo de Nossa Senhora

Depois de muito hesitar, Madre Mariana acabou falando com Dom Salvador Ribera. O Bispo imediatamente concordou:

-'Madre, por que Vossa Reverência não me chamou antes? É Deus quem assim dispõe e não devemos ficar surdos à sua voz e aos seus apelos. Ele é livre para pedir às suas criaturas o que lhe aprouver'.

Desta maneira foram feitas as chaves de prata. O Cabido encarregou-se da coroa de ouro e o báculo a cargo da Marquesa Maria de Iolanda, parente do Rei de Espanha. Quando a marquesa soube que lhe era pedido oferecer o báculo de Nossa Senhora, respondeu agradecida:

'Madre, teria ficado muito ressentida se Vossa Reverência não me tivesse avisado primeiro. Agradeço a sua atenção e carinho e digo que não consentirei em absoluto que ninguém mais contribua para o báculo da Imagem de minha celeste Mãe e Senhora. Fornecerei todo o material e a mão de obra. Tenho o suficiente para isto e ainda que não o tivesse, venderia meus haveres para consegui-lo. Peço me indique como quer que se faça e nada mais. Eu me encarregarei de todo o resto'.

Francisco del Castillo, por sua vez, disse que se sentia indigno de ser o escultor de tão insigne imagem, mas que o faria da melhor maneira possível. Perguntado em quanto sairia o trabalho, respondeu que não cobraria nada e que se dava por muito bem pago por ter sido escolhido para tão sublime missão. Confessou-se, comungou e no dia 15 de setembro de 1.610 iniciou a tão esperada obra. Trabalhou longos dias a fio, sempre sob a orientação de Madre Mariana de Jesus Torres. Quando faltavam apenas alguns retoques finais, viu-se que a imagem, ainda que satisfatória, nem de longe representava o que a Madre havia presenciado. Francisco então saiu em viagem à procura de tintas para concluir o trabalho.

Como a Madre Mariana descreve o milagre: 'Na oração da Comunidade da tarde do dia 15, Deus preveniu-me que, na madrugada do dia 16, eu presenciaria suas misericórdias em favor de nosso Convento e do povo em geral. Pediu que me preparasse para receber essas graças com penitência e orações noturnas.

Assim o fiz. Os Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael dirigiram-se para o trono da Rainha dos Céus. São Miguel, saudando-A submisso, disse:

- 'Maria Santíssima, Filha de Deus Pai'.

E São Gabriel acrescentou:

- 'Maria Santíssima, Mãe de Deus Filho'.

E São Rafael concluiu:

- 'Maria Santíssima, Esposa Puríssima do Espírito Santo'.

'Em seguida chamaram a milícia celeste e cantaram todos juntos: Maria Santíssima, Templo Sacrário da Santíssima Trindade'.

'Nisto apareceu S. Francisco de Assis, acompanhado pelos três Arcanjos e seguidos da milícia celeste. Aproximaram-se então da Imagem semiconcluída e, num instante, a refizeram.

'Entrementes, a Imagem estava totalmente iluminada como se estivesse no meio do sol. A Santíssima Trindade olhava comprazida e os anjos cantavam o 'Salve Sancta Parens'.

'A Rainha dos Anjos, no meio de todas essas alegrias, aproximou-se da Imagem e nela penetrou, à maneira de raios do sol que incidem em formosos cristais. Naquele momento a Imagem ficou resplandescente, como se adquirisse vida e cantou com celeste harmonia o 'Magnificat'! Isto aconteceu às três horas da manhã'.

'Essa obra não é minha'

No dia seguinte, como era esperado, Francisco, o escultor, chegou de viagem com as tintas. Quando viu a imagem assim concluída caiu de joelhos e exclamou:

'Madres, que vejo? Esta primorosa Imagem não é obra minha! Não sei o que sente o meu coração: mas é obra angélica, pois um trabalho desse gênero não se pode produzir na terra com mão de frágil barro. Oh não! Escultor algum, por hábil que seja, poderá jamais imitar sequer tanta perfeição e tão maravilhosa beleza'.

Levantando-se em seguida, pediu papel e tinta para lavrar um documento, jurando que aquela bendita Imagem não fora obra sua, mas de anjos, porque a encontrara acabada de outra maneira, que não aquela deixada no coro superior do Mosteiro da Imaculada Conceição, seis dias antes.

ORAÇÃO:

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NOSSA SENHORA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

HISTÓRIA:
Mais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, neste dia estamos solenemente comemorando a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos.

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant'Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: "Maria isenta do pecado original".

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição".

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

ORAÇÃO:
Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: "Ave Maria, cheia de graça"; nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados e, já que vós chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.
FESTA: 8 de dezembro
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NOSSA SENHORA DO CARMO

HISTÓRIA:
A festa de Nossa Senhora do Carmo prende-se intimamente à Ordem Carmelitana, cuja origem remonta aos tempos antigos, envolvidos em nuvens de venerandas lendas. A Ordem dos Carmelitas tem por propósito especial o culto da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e pretende ter origem nos tempos do profeta Elias.

Está fora de dúvida que o paganismo anti-cristão não estava sem conhecimento das promessas messiânicas. A Mãe do Salvador vêmo-la preconizada pelas Sibilas, simbolizada pelas imagens de Isis e venerada nos mistérios pagãos. Suposto isto,causaria estranheza, se o povo de Deus, possuidor das profecias mais claras e especializadas sobre a Mãe-Virgem, a vencedora da serpente, não tivesse tido palavra, instituição nenhuma, que dissesse respeito à Mãe do Salvador. Não é a intenção de querer alegar os argumentos pró e contra desta piedosa opinião ou digamos mesmo, convicção dos religiosos Carmelitas.

De fato, na Ordem Carmelitana é guardada a tradição, segundo a qual o profeta Elias, vendo aquela nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a pegada de homem, teria nela reconhecido o símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. Diz mais a tradição, que os discípulos de Elias, em lembrança daquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre. Essa Congregação ter-se-ia conservado até os dias de Jesus Cristo e existido com o Título Servas de Maria.

Santa Teresa, a grande Santa da Ordem Carmelitana, reconhece no profeta Elias o fundador da Ordem. As visões da bem-aventurada Ana Catarina Emerich sobre a vida de Maria Santíssima, ocupam-se minuciosamente da Congregação dos Servos de Maria, no Antigo testamento.

Segundo uma piedosa tradição, autorizada pela liturgia, no dia de Pentecostes, um grupo de homens, devotos dos santos profetas Elias e Eliseu, preparado por São João Batista para o Advento do Salvador, abraçaram o cristianismo e erigiram no Monte Carmelo um santuário à Santíssima Virgem, naquele mesmo lugar, onde Elias vira aparecer aquela nuvenzinha, anunciadora da fecundidade da Mãe de Deus. Adotaram eles o nome de Irmãos da Bem-Aventurada Maria do “Monte Carmelo”.

Manifestação de Nossa Senhora a São Simão stockHistoricamente documentadas são as seguintes datas da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo. Foi no século XII que o calabrez Bertoldo, com alguns companheiros, se estabeleceu no Monte Carmelo. Não se sabe se encontraram lá a Congregação dos Servos de Maria ou se fundaram uma deste nome; certo é que receberam em 1209 uma regra rigorosíssima, aprovada pelo Patriarca de Jerusalém – Alberto. Pelas cruzadas esta Congregação tornou-se conhecida também na Europa. Dois nobres fidalgos da Inglaterra convidaram alguns religiosos do Carmelo, para acompanhá-los e fundar conventos na Inglaterra, o que fizeram.

Pela mesma época vivia no condado de Kent um eremita que, havia vinte anos, habitava na solidão, tendo por residência o tronco oco de uma árvore. O nome desse eremita era Simão Stock. Atraído pela vida mortificada dos carmelitas recém-chegados, como também pela devoção Mariana que aquela Ordem cultivava, pediu admissão como noviço na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Em 1225, Simão Stock foi eleito coadjutor Geral da Ordem, já então bastante conhecida e espalhada.

A Ordem começou a sofrer muita oposição, e Simão Stock fez uma viagem para Roma. Honório III, avisado em misteriosa visão que teve de Nossa Senhora, não só recebeu com toda deferência os religiosos carmelitas, mas aprovou novamente a regra da Ordem. Simão Stock visitou depois os Irmãos da ordem no Monte Carmelo, e demorou-se com eles seis anos.

Um capítulo geral da Ordem, realizado em 1237, determinou a transferência para a Europa de quase todos os religiosos, os quais, para se verem livres das vexações dos Sarracenos, procuraram a Inglaterra, onde a Ordem possuía já 40 conventos. No ano de 1245, foi Simão Stock eleito Superior Geral da Ordem e a regra teve aprovação do Papa Inocêncio IV.

A Ordem de Nossa Senhora do Carmo, colocada sob a proteção da Santa Sé, começou a ter, então, uma aceitação extraordinária no mundo católico. Para isto concorreu poderosamente a Irmandade do Escapulário, que deve a fundação a Simão Stock.

Homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com os dons da profecia e dos milagres, empregou Simão Stock toda energia para propagar, na Ordem e no mundo inteiro, o culto mariano. Sendo devotíssimo a Maria Santíssima, desejava obter da Rainha celestial um penhor visível de sua benevolência e maternal proteção. Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, a renovar o pedido, Nossa Senhora se dignou aparecer-lhe. Rodeada de espíritos celestes, veio trazer-lhe um escapulário.

"Meu dileto filho – disse-lhe a Rainha do céu – eis o escapulário, que será o distintivo de minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno".

Estando-lhe assim satisfeita a maior aspiração, Simão Stock tratou então de divulgar a irmandade do escapulário e convidar o mundo católico a participar dos grandes privilégios anexos. Extraordinária foi a afluência a tão útil instituição. Entre os devotos do escapulário de Nossa Senhora do Carmo, vêem-se Papas, Cardeais e Bispos. Numerosos tem sido os príncipes que pediram ser inscritos na irmandade, como Eduardo III da Inglaterra, os imperadores da Alemanha, Fernando I e II e reis da Espanha, de Portugal e da França, além de muitas rainhas e princesas de diversas nações. O Escapulário teve uma aceitação favorável e universal entre o povo católico. Neste sentido, só é comparável ao Rosário. Como este, também teve adversários; como o Rosário, também o escapulário tem sido agredido com todas as armas da impiedade, da malícia, do escárnio e do ódio. Mas também, como o Rosário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus; só assim é explicável o fato de ter o escapulário passado incólume através de 750 anos e, hoje em dia, mais do que nunca, gozar da predileção do povo cristão.

Se bem que a visão que São Simão Stock afirma ter tido de Nossa Senhora, não possuía o valor da autoridade de artigo de fé, tão averiguada se apresenta, que desfaz qualquer dúvida que a respeito possa subsistir.

É Relatada com todas as minúcias pelo confessor do Santo, padre Swainton. Aprovada por muitos Papas, a irmandade do escapulário foi grandemente elogiada por Benedito XIV; mais de cem escritores dos séculos 13, 14 e 15, dos quais alguns não pertenciam à Ordem Carmelitana, se referem à visão de Simão Stock como a um fato que não admite dúvida. As universidades mais célebres, as de Paris e Salamanca, declaram-se igualmente a favor.

Dois decretos da Cúria Pontifícia, exarados pelos cardeais Belarmino e de Torres, declararam autêntica e verídica a biografia de São Simão Stock, que contém a narração da maravilhosa visão.

Privilégios concedidos pela virgem mãe a quem usar o escapulárioDois são os privilégios da irmandade do escapulário, privilégios deveras extraordinários, que mereceram à instituição tão grande simpatia por parte do povo cristão. O primeiro desses privilégios Maria Santíssima frisou-o bem, quando, no ato da entrega do escapulário disse ao seu servo São Simão Stock:

"Este o sinal do privilégio, que alcancei para ti e para todos os filhos do Carmelo. Todos aqueles que estiverem revestidos com este hábito, ver-se-ão salvos do fogo do inferno”.

O sentido desse privilégio é este: Maria Santíssima prometem a todos os que usam o hábito do Carmo, sua proteção especial, principalmente na hora da morte, que decide a história da humanidade. O pecador, portanto, por mais miserável que seja, pondo a confiança em Maria Santíssima e vestindo seu hábito, tendo aliás a intenção firme de sair do estado do pecado, pode seguramente contar com o auxílio de Nossa Senhora, a qual lhe alcançará a graça da conversão e da perseverança. O escapulário não é um amuleto que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Contam-se milhares as conversões de pecadores na hora da morte, atribuídas unicamente ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo; muitos também são os casos que mostram à evidência, que privilégio nenhum favorece a quem, de maneira nenhuma, se quer separar do pecado e levar uma vida digna e cristã. Santo Agostinho diz a verdade, quando ensina:

“Deus, que nos criou sem nossa cooperação, não nos pode salvar sem que o queiramos e desejemos”. Quem não quer deixar de ofender a Deus, morrerá na impenitência; e se Maria Santíssima não ver a possibilidade alguma de arrancar a alma do pecador aos vícios e paixões, fará com que na hora da morte, por uma casualidade qualquer, não se encontre o hábito salvador, o que se tem dado muitas vezes.

O Segundo provilégio é o tal chamado “privilégio sabatino”. Um decreto da Santa Inquisição romana, datado de 20 de janeiro de 1613, dá aos sacerdotes da Ordem Carmelitana autorização para pregar a seguinte doutrina: “O povo cristão pode crer no auxílio que experimentarão as almas dos Irmãos e membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, auxílio este, segundo o qual todos aqueles que morrerem na graça do Senhor, tendo em vida usado o escapulário, conservado a castidade própria do estado, recitado o Ofício Parvo de Nossa Senhora, ou se não souberem ler, tiverem observado fielmente o jejum eclesiástico, bem como a abstinência nas quartas-feiras e sábados (exceto se a festa de Natal cair num destes dias), serão socorridos por uma proteção extraordinária da Santíssima virgem, no primeiro sábado que se lhe seguir ao trânsito, por ser sábado o dia da semana consagrado a Nossa Senhora (Bula sabatina de João XXII. 3,III 1322)

Desse privilégio faz menção o ofício divino da Festa de Nossa Senhora do Carmo, aprovado pelo Papa clemente X e Benedito XIII.

“A bem-aventurada Virgem – diz o ofício – não se limitou a cumular de privilégios aqui na terra e na Ordem Carmelitana. Com carinho verdadeiramente maternal, ela, cujo poder e misericórdia em toda parte são muito grandes, consola também, como piedosamente se crê, aqueles filhos no Purgatório, alcançando-lhes o mais breve possível a feliz entrada na Pátria Celestial”.

Para se tornar membro da Irmandade, é necessário que se cumpra as seguintes condições:

1.Inscrição no registro da Irmandade.
2.Ter recebido o escapulário das mãos de um sacerdote habilitado para fazer a recepção e usá-lo com devoção. No caso da mudança de um escapulário velho e gasto por um novo não carece a bênção. Quem, por descuido, deixou de usar por algum tempo o escapulário, participa dos privilégios da Irmandade, logo que se resolver a pô-lo novamente.
3.Convém rezar diariamente algumas orações marianas, como sejam: A ladainha lauretana ou seis Pai-Nossos e Ave-Marias ou sejam, ainda, o Símbolo dos Apóstolos (Credo), seguida da recitação de um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e Glória. As bulas pontifícias nada prescrevem a este respeito desde o princípio, porém, se tem observado a praxe de fazer essas devoções diárias.
4.O privilégio sabatino exige ainda que se conserve a castidade própria do estado de cada um, e que se rezem as horas marianas. Quem não puder cumprir esta segunda condição, observe a abstinência de carnes nas quartas-feiras e sábados. As duas obrigações de recitar o ofício mariano e a abstinência de carne nas quartas-feiras e sábados podem, se para isso subsistirem razões suficientes, ser comutadas em outras equivalentes.
5.Aos sábados, o papa Pio X concedeu o seguinte privilégio: Para se tornarem membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, é suficiente que usem um escapulário bento por um sacerdote que possua a faculdade respectiva. Não se exige para eles a cerimônia da recepção e da inscrição no registro da irmandade. Como os demais membros, também devem rezar diariamente algumas orações em honra de Maria Santíssima. (4-1-1908).

ORAÇÃO:
Ó bendita e imaculada Virgem Maria, honra e esplendor do Carmelo! Vós que olhais com especial bondade para quem trás o vosso bendito escapulário, olhai para mim benignamente e cobri-me com o manto de vossa fraqueza com o vosso poder, iluminai as trevas do meu espírito com a vossa sabedoria, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai minha alma com a graça e as virtudes que a tornem agradável ao vosso divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me na hora da morte com a vossa amável presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho e servo dedicado; e lá do céu, eu quero louvar-vos e bendizer-vos por toda a eternidade. Nossa Senhora do Carmo libertai as benditas almas do purgatório. Amém.
FESTA: 16 de julho

VÍDEO:
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NOSSA SENHORA DO MONTSERRAT

Qual paulistano nunca passou pelo Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo e reparou na bela igreja que tem lá? Pois é, aquela igreja é dedicada à Nossa Senhora do MontSerrat, que tem sua festa comemorada no dia de hoje. Quer saber como surgiu essa invocação? Vamos à história:


HISTÓRIA:
Vem do século IX a história escrita que se refere a N. Sra. de Montserrat, ainda que provavelmente seu culto e veneração remontem muito mais no tempo. Conta-se que, naquela época, existia uma ermida dedicada a sua intercessão nas montanhas peculiares e agrestes de Montserrat. De tão precoce fervor popular se fez eco Wifredo Veloso, Pai da Pátria, que cedeu a ermida junto com outras três ao mosteiro de Santa Maria de Ripoli.

Cento e cinquenta anos depois, o abade Oliva, expoente da Igreja de seu tempo, daria um grande impulso ao culto de N. Senhora, ao estabelecer na ermida uma pequena comunidade monástica.

Uma gravura romântica do século XII, dourada e policromada, hierática e magnificente, veio a dotar de traços definidos tão destacado mistério virginal. Desde então, a imagem começou a adquirir um tom cada vez mais escuro que lhe valeu o nome carinhoso de A Moreninha. Seu escurecimento era efeito da fumaça das numerosas velas acesas por seus numerosos fiéis.

Inumeráveis milagres e prodígios se atribuem desde os tempos medievais a N. Sra. de Montserrat. Isso provocou uma contínua e poderosa peregrinação procedentes de todas as partes do mundo. Atualmente se estima que quase um milhão de visitantes honram com sua presença, todos os anos, o sagrado mosteiro. O povo catalão, em particular, sente profundo afeto e singular devoção para com sua Padroeira, declarada como tal pelo papa Leão XII, durante a entronização de sua imagem em 1881.

ORAÇÃO:

Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Rogai por nós, Santa Formosura dos Anjos, Tesouro dos Apóstolos, Depósito da Arca da Aliança. Senhora Santa Maria, mostrai-nos em tão belo dia vossa face Gloriosa. Assim Seja.

Esta oração foi achada no santo sepulcro de Jerusalém, ao pé da imagem do Divino Jesus, e aprovada por todos inquisidores. O Divino Jesus disse: “Todo homem ou mulher, menino ou menina, que consigo trouxer esta oração, não morrerá de má morte, nem repentinamente, não será ofendido por seus inimigos, morrerá sem aflição, não morrerá afogado, não será queimado por fogo, não passará trabalho no mar, não será ferido na guerra, não será tentado pelos demônios, e não morrerá sem confissão, que é proveito para a alma e prazer para o coração; não será mordido por cães raivosos, nem outros animais peçonhentos. Toda mulher que estiver em perigo de vida por causa do parto, será logo aliviada com a virtude dessa oração, e livra também da gota coral, mas é necessário ter muita fé, pois não havendo fé, não pode haver milagre nem salvação.

FESTA: 27 de abril
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NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO

Hoje é o dia da festa de Nossa Senhora do Bom Conselho. Aqui em São Paulo há uma grande paróquia que tem como padroeira este título mariano. A Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho fica na rua da Móoca, 3911. Acompanhem comigo como se originou este bendito título: 


HISTÓRIA:
Nossa Senhora do Bom Conselho (em latim Mater boni consilii) é uma das invocações da Virgem Maria. Com a mesma intenção ela é chamada de Mãe do Bom Conselho, Nossa Senhora de Shkodra, Nossa Senhora dos Bons Serviços e Santa Maria do Paraíso. Esta devoção está centrada num ícone da Virgem atualmente exposto em Genazzano, Itália, na Igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho.

As origens do ícone são envoltas em lendas e milagres. A história se divide em duas partes. A maioria dos relatos liga uma imagem de Nossa Senhora de Shkodra (Bom Conselho) cultuada na Albânia e o ícone atualmente venerado na Itália.

Na Albânia Nossa Senhora era venerada desde tempos muito antigos sob este e outros títulos. Um deles é o de Zoja e Bekueme (Senhora Bendita), e havia muitas capelas a ela dedicadas. Especialmente uma delas, localizada em Shkodra, onde havia um ícone da Virgem, se tornou um centro de peregrinação durante as guerras contra os Otomanos. Um dia, durante um cerco à cidade, dois albaneses devotos se postaram ao pé da imagem e rezaram para que pudessem escapar com segurança. Diz a lenda que neste momento a imagem se desprendeu do altar e flutuou no ar, saindo da igreja. Os dois homens, Gjorgji e De Sclavis, seguiram a pintura, que finalmente os conduziu até Roma, onde desapareceu diante de suas vistas. Lá, depois de algum tempo, ouviram rumores sobre uma imagem da Virgem que aparecera miraculosamente em Genazzano. Acorreram para o local e identificaram a imagem como a sua venerada Zoja e Bekueme. Depois disso os dois fixaram morada na cidadezinha.


ORAÇÃO:
Gloriosíssima Virgem Maria, escolhida pelo eterno Conselho para Mãe do Verbo Humanado, tesoureira das divinas graças e advogada dos pecadores, eu, o mais indigno dos vossos servos, a vós recorro para que me sejais guia e conselheira neste vale de lágrimas. Alcançai-me, pelo preciosíssimo sangue do vosso divino Filho, o perdão dos meus pecados, a salvação da minha alma e os meios necessários para obtê-la. Alcançai também para a Santa Igreja o triunfo sobre os seus inimigos e a propagação do reino de Jesus Cristo em todo o mundo. Amém.
FESTA: 26 de abril

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NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

É com muito prazer que reservo o dia de hoje falar do título mariano do qual sou devoto: Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina.


HISTÓRIA:
Em 1531, a Santíssima Virgem, apareceu no Monte Tepeyac, ao índio Juan Diego, e disse a ele que fosse até o bispo com o pedido de, naquele local, construir uma igreja. O bispo, Dom Juan de Zumárraga, prometeu que ia estudar o caso, mas retardou bastante a resposta definitiva.

Pela segunda vez, a Santíssima Virgem apareceu a Juan Diego, renovando, e desta vez com insistência, o seu pedido anteriormente feito. Aflito e entre lágrimas o pobre homem novamente se apresentou ao bispo e suplicou que fosse atendido o pedido da Mãe de Deus. Exigiu então o bispo que, como prova da veracidade do seu acerto, trouxesse um sinal convincente.

Pela terceira vez a Santíssima Virgem falou com Juan Diego, não mais na colina de Tepeyac, mas no meio do caminho à Capital, aonde este se dirigia à procura de um sacerdote para ir junto à cabeceira de seu tio, prestes a morrer. Isto foi num inverno e num lugar inóspito e árido. Maria Santíssima assegurou-o do restabelecimento do enfermo.

Juan Diego, em atitude de profunda devoção, estendeu aos pés da Santíssima Virgem seu manto, e este, imediatamente se encheu de belíssimas rosas. “É este o sinal - disse-lhe Maria Santíssima - que darei a quem tal pediu. Leva estas rosas ao bispo”. A ordem foi cumprida e, no momento em que o piedoso índio espalhou as flores diante do prelado, apareceu sobre o tecido do manto, uma linda pintura de Nossa Senhora, reprodução fiel da primeira aparição na colina de Tepeyac.

O fato causou grande estupefação, e às centenas acorreram os fiéis ao palácio episcopal, e mais tarde em triunfo levada à grandiosa igreja que se construiu na colina indicada pela Santíssima Virgem.


Desde então, Guadalupe é o grande santuário nacional do México, visitado continuamente pelas multidões de fiéis, que a Maria Santíssima recorrem em todas as suas necessidades. A devoção a Nossa Senhora de Guadalupe se estendeu sobre toda a América Latina, e numerosas são as igrejas que trazem o seu nome.  A partir daí, a evangelização do México tornou-se avassaladora.

O manto de Juan Diego é ainda hoje venerado no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. Em 1979 o Papa João Paulo II consagrou solenemente a Nossa Senhora de Guadalupe para toda a América Latina. A santa é muito invocada entre aqueles que sofrem doenças nos olhos.

ORAÇÃO:
Ó gloriosa Mãe de Deus, Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina: Abençoai esta casa e a família que aqui reside. Protegei nossos filhos, livrando-os das maldades e dos perigos deste mundo. Guardai nosso lar, escondendo-o dos olhos dos maus. Que nesta casa o nome de Deus seja sempre invocado com respeito e amor. Que os seus mandamentos sejam observados com fidelidade. Que vosso bendito nome, ó Mãe querida, seja sempre lembrando com muita devoção. Que a palavra de vosso Filho Jesus seja sempre meditada e seguida todos os dias de nossa vida.  Honra, louvor e glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo: Trindade Santíssima.  Amém
FESTA: 12 de dezembro

VÍDEO SOBRE OS MISTÉRIOS DO MANTO:
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NOSSA SENHORA APARECIDA

HISTÓRIA:
Desde o descobrimento do Brasil, cultiva-se a devoção de Nossa Senhora. Aonde se fundavam cidades, construíam-se igrejas em honra de Nossa Senhora da Conceição e celebravam-se com grandes solenidades as suas festas. Foi certamente em recompensa desta constante devoção que a Virgem Santíssima quis estabelecer no Brasil um centro de sua devoção, um trono de graças, um santuário em nada inferior aos grandes santuários de outros países.

Data do ano de 1717 a origem da romaria de Nossa Senhora Aparecida. Três pescadores, de nome Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, moradores nas margens do rio Paraíba, no município de Guaratinguetá/SP, estavam um dia pescando em suas canoas, sem conseguir durante longas horas pegar peixe algum. Lançando João Alves mais uma vez a sua rede na altura do Porto de Itaguaçu, retirou das águas o corpo de uma imagem, mas sem cabeça e, lançando mais abaixo de novo a rede, colheu também a cabeça. Envolveu-a em um pano e continuou a pesca. Desde aquele momento foi tão abundante a pescaria, que em poucos lances encheram as canoas e tiveram de suspender o trabalho para não naufragarem. Eram certamente extraordinários esses fatos: o encontro da imagem, da qual nunca se soube que a tivesse atirado à água, o encontro da cabeça a qual naturalmente devia ser arrastada mais longe pela correnteza da água, e além disto dificilmente podia ser colhida em rede de pescador, enfim, a pesca abundante que seguiu o encontro da imagem. Os pescadores limparam, pois, com grande cuidado e respeito a misteriosa figura e com grande satisfação verificaram que era uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Colocaram-na no oratório de sua pobre morada e diante dela começaram a fazer suas devoções diárias.

Não tardou a Virgem Santíssima a mostrar por novos sinais que tinha escolhido essa imagem para distribuir favores especiais aos seus devotos. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. Construiu-se dentro em pouco um oratório e após alguns anos, com a intervenção do vigário da paróquia, uma capelinha. As graças que Nossa Senhora ali concedia aumentavam e com elas cresceu a concorrência do povo. Impunha-se a construção de uma capela maior, e em lugar mais elevado. Estava ali perto o Morro dos Coqueiros, o mais vistoso de todos os altos que margeiam o Paraíba. Ali, pois, no cume do morro foi começada em 1743 a construção de uma capela espaçosa, a qual foi terminada em 1745; no dia 26 de julho foi benta e celebrou-se nela a primeira Missa. A imagem de Nossa Senhora da Conceição, já então chamada por todos de Aparecida, estava em seu lugar definitivo e o morro que escolheu para fixar sua residência, tomou por ela seu nome.

Aparecida tornou-se desde então conhecida pelos Estados vizinhos e por todo o Brasil. Numerosas caravanas de romeiros vinham mesmo de grandes distâncias, em viagens penosas de dias e semanas para visitarem Nossa Senhora Aparecida, lhe renderem graças e pedirem proteção. O nome de Nossa Senhora sempre foi no Brasil por todos invocado em momentos de aflição e perigo e sua devoção é praticada em quase todas as casas.

A capela de Nossa Senhora Aparecida, durante o tempo, foi por diversas vezes reformada, tornou-se igreja até chegar a atual basílica. A partir de 1894, o prelado constatou número insuficiente de sacerdotes e por isso obteve a vinda de religiosos da Congregação Redentorista que passaram a exercer a direção espiritual da igreja e das romarias.

Novo progresso trouxe o ano jubilar de 1900, em que por iniciativa do bispo do Rio de Janeiro e do Bispo de São Paulo, foram organizadas peregrinações diocesanas e paroquiais ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Desde então, além dos romeiros que vem sós ou em pequenos grupos, chegam anualmente em Aparecida numerosas peregrinações chefiadas pelo respectivo bispo ou vigário, contando com milhares de romeiros vindos de todos os pontos do Brasil.

Um grande dia foi para os devotos de Nossa Senhora Aparecida o dia 8 de setembro de 1904 (dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição), em que a imagem foi coroada por ordem do Santo Padre. Assistiram à grande solenidade o Núncio Apostólico e todo o episcopado de diversas regiões do Brasil, além do presidente da República, através de seu representante. Todo o episcopado e o povo fizeram solene consagração a Nossa Senhora Aparecida com entusiásticas ovações a Nossa Senhora no momento de sua coroação.

Depois da coroação, o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, indulgências para os romeiros que vem em peregrinação ao Santuário. Em 1908 elevou a Igreja de Nossa Senhora à dignidade de Basílica. Por esse motivo ela foi solenemente sagrada a 5 de setembro de 1909 e no ano seguinte foram nela depositados os ossos de São Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.

Nas festas e no congresso sempre se manifestou o desejo que Nossa Senhora Aparecida fosse declarada oficialmente padroeira do Brasil e o episcopado apresentou este desejo ao Santo Padre. Acolheu o Papa Pio XI favoravelmente os pedidos dos bispos e dos católicos do Brasil e, por decreto de 16 de julho de 1930 proclamou a Virgem Aparecida Padroeira principal de todo o Brasil.

Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário o Título de “Rosa de Ouro”, reconhecendo a importância da santa devoção.

Em 4 de julho de 1980, o Papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus.

No mês de maio de 2004, o Papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil .

fonte: http://www.cot.org.br/igreja/ns-aparecida.php

ORAÇÃO:
Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida. Mãe de meu Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores, Refúgio e Consolação dos aflitos e atribulados, ó Virgem Santíssima; cheia de poder e bondade, lançai sobre nós um olhar favorável, para que sejamos socorridos em todas as necessidades. Lembrai-vos, clementíssima Mãe Aparecida, que não se consta que de todos os que têm a vós recorrido, invocado vosso santíssimo nome e implorado vossa singular proteção, fosse por vós algum abandonado.  Animado com esta confiança a vós recorro: tomo-vos de hoje para sempre por minha mãe, minha protetora, minha consolação e guia, minha esperança e minha luz na hora da morte. Assim pois, Senhora, livrai-me de tudo o que possa ofender-vos e a vosso Filho meu Redentor e Senhor Jesus Cristo. Virgem bendita, preservai este vosso indigno servo, esta casa e seus habitantes, da peste, fome, guerra, raios, tempestades e outros perigos e males que nos possam flagelar. Soberana Senhora, dignai-vos dirigir-nos em todos os negócios espirituais e temporais; livrai-nos da tentação do demônio, para que, trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos da vossa puríssima Virgindade e do preciosíssimo Sangue de vosso Filho, vos possamos ver, amar e gozar na eterna glória, por todos os séculos dos séculos.  Amém.
FESTA: 12 de outubro

VÍDEO:

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