quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Conceitos



Tenho pensado muito em conceitos, ultimamente.
Conceitos pessoais, a forma como eu vejo e o que aquilo representa para mim.
Alguns dos conceitos que surgiram recentemente em minha mente, foram os falados “fidelidade” e “lealdade”.  Já vi vários conceitos de ambas as partes, mas eu “criei” uma forma de ver as coisas que gostaria de compartilhar.
Eu tenho na minha cabeça que todo relacionamento é embasado em dois alicerces importantes: sinceridade e respeito. E quando eu digo relacionamento, não estou falando só de, mas também de, namoro. Relacionamento familiar, de amizade, de trabalho, de namorados. Entre outras várias formas de se relacionar. Agora, a principal matéria prima desses alicerces é a confiança.
Falando um pouco mais do respeito. Primeiramente, eu acho que o respeito é algo básico para qualquer convivência social. Você não precisa aceitar ou acreditar na mesma coisa que o seu vizinho, mas é preciso respeitá-lo, para que ambos consigam conviver. Esse é o nível básico do respeito, o que se deve ter com qualquer um, até um mero desconhecido que você cruza pela rua (é o respeito que, na minha opinião, mais tem faltado no mundo), é o respeito da educação. O segundo nível de respeito, é o da importância. Você respeita a pessoa de tal forma, que ela ganha uma importância na sua vida. É o respeito do alicerce base do relacionamento. O terceiro nível de respeito é o da admiração. É quando você respeita tanto uma pessoa, e ela se torna tão importante, que você passa a admirá-la, e a vê como uma referência. Na minha concepção, esse é o nível de um fã para um ídolo.
A sinceridade, na maioria das vezes, vem acompanhada da confiança. Algumas coisas você só conta para aquelas pessoas que são de sua inteira confiança. Mas isso não é regra. Você pode, simplesmente, ser uma pessoa sincera. Há quem diga que isso é um defeito, há quem diga que é qualidade. Eu já penso que vai muito do que cada um acredita e até onde essa sinceridade afeta você e as pessoas à sua volta. 
Ok, mas o que tais conceitos teriam a ver com “fidelidade” e “lealdade”?
Juntando os dois alicerces e acrescentando a confiança, temos a lealdade. A lealdade trabalha com a troca. Eu sou sincero, pois confio em você e sinto que você acredita nessa confiança, e me respeita por isso. Você é sincero comigo, pois confia em mim e eu acredito nessa confiança, e te respeito. O que não me dá espaço para questionamentos do tipo “será que fulano confia em mim, mesmo?” ou “será que ele foi sincero?”. Eu simplesmente sei. Não há espaço para dúvidas. Se eu deixo (por qualquer motivo que seja) de confiar em você, eu deixo de ser totalmente sincero contigo. Há uma restrição e um filtro no que eu vou falar para você. Ou se (também por qualquer motivo) eu deixo de acreditar nessa confiança que você deposita em mim, o respeito desce pro primeiro nível. A importância que você tinha em minha vida deixa de existir. É importante ressaltar que o que muda é a PERCEPÇÃO de uma das pessoas do relacionamento. O outro lado pode permanecer no mesmo sentimento, inclusive sem perceber essa alteração.
A lealdade deixa de existir quando um desses alicerces é quebrado, quando essa confiança deixa de existir (matéria prima, lembra?). Se a pessoa quebra o alicerce da sinceridade ou o do respeito cai para o primeiro nível, a lealdade passa a ser fidelidade. Porque eu posso não confiar mais em você, mas ainda há um respeito e você ainda tem uma importância em minha vida, eu ainda acredito na sua confiança em mim depositada; ou eu posso não acreditar mais em sua confiança, mas eu ainda confio em você e a sinceridade existe. A fidelidade é quando não se trai, se um desses alicerces estão firmes, não há motivos para trair. Afinal, se eu sou sincero contigo, eu digo o que me incomoda, antes de cogitar a ideia de traição. E do outro lado, por que eu vou trair uma pessoa que eu respeito? Entende onde quero chegar?
Pensando em tudo isso, e reafirmando o que eu considero como a base para um relacionamento, eu vejo que ser leal é mais relevante do que ser fiel, pois a lealdade implica em um sentimento muito mais forte de confiança bem construída, baseada em sinceridade e respeito. Quantos casamentos desfeitos, amizades perdidas, famílias desfeitas, mortes entre rivais de time de futebol, entre tantas outras coisas, poderiam ser evitadas, se as pessoas passassem a ser mais leais umas com as outras? Agora, já parou pra pensar em quem vale a sua lealdade?

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Talvez, talvez

Olho algumas coisas antigas na minha vida e penso em como meus interesses mudaram.
E isso é bom. Deixei de me interessar por coisas que em nada me acrescentavam.
Mas agora acho que meu desinteresse aumentou de uma tal forma, que não consigo mais me fixar em paixões, aquilo que me motiva à continuar sempre.

Talvez só o Teatro!

Engraçado...desde minha primeira experiência com o teatro, tive uma sensação ótima, de isolamento, como se nada mais importasse enquanto eu estivesse em aula. E foi esse um dos motivos que me fez voltar a fazer teatro: a necessidade de ter, pelo menos por alguns instantes, um isolamento de tudo e todos.
Eu não sei se há em mim um desejo em seguir profissão. Sempre achei isso tão difícil e improvável que talvez tenha mantido em meus sonhos. Não sei, também, se isso mudaria minha forma de ver e me sentir quando estou no teatro. Talvez, talvez. São muitos talvez para poucas certezas.
Os meus "talvez" de ontem também mudaram e isso (também) é bom. Já não tenho mais as mesmas preocupações (ok, isso eu já não sei se é bom, rs), minha mente está variando para vários lugares como se nada mais importasse aqui dentro. Minha mente varia também quando escrevo esse texto: às vezes me perco nos pensamentos e vou escrevendo inconscientemente. Quando vejo, foi. Escrevi. Puff (a parte que digo como minha mente tem variado é um exemplo de frase inconsciente).
Sei lá. Vai saber. Ganho e perco pensamentos numa facilidade que já nem me entendo mais.
Talvez o "lance" seja não pensar tanto. Pensar muito não tem me feito bem. Pensar muito tem me bloqueado para escrever, algo que gosto tanto de fazer. Pensar muito tem me feito refletir demais, escolher demais e volto para em meu questionamento mais forte dos últimos dias: quais escolhas são certas? E, existem escolhas certas?

Acho que vou parar por aqui.
Talvez eu precise de terapia. Uma outra terapia que não o teatro (que tem me auxiliado muito).
Talvez só precise de tempo, pra ver se meus interesses mudam e tudo esclareça. (como em um passe de mágica)

Talvez...talvez...talvez...

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Não sei se quero lembrar ou esquecer...

Memória é coisa engraçada.
Tenho várias que gostaria de apagar, mas que insistem em ficar martelando em minha mente. 
Um pouco dentro do contexto de escolha, do post de duas semanas atrás, também falando de lembrança nostálgica.
Existem memórias que gostaria de guardar num potinho e ali deixar, pra poder visitar a hora que eu quisesse, sem muito esforço. Rotulando os momentos felizes.
Pena que nossa mente não é tão simples e insiste em nos trazer aqueles momentos que você gostaria de esquecer, seja qual for seu motivo. É a dor mental, que chega a ser pior que a física. 
Aí me vem a mente o filme "Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças" (citado hoje numa conversa entre amigas). E paro pra pensar por que essas lembranças martelam tanto minha cabeça? O filme demonstra que esquecer não é legal! Pensando assim, lembrar tem que ter algum propósito! 
Ainda, sim, queria poder não pensar em algumas coisas...não esquecer totalmente, mas ter algo a mais para não fazer eu focar naquilo que não quero, que, teoricamente, em nada me acrescenta!

Eu não sei...pensar, lembrar, esquecer, tá tudo tão confuso, que chega a ser assustador. 

Se meus erros (e essas memórias) pudessem ser corrigidos igual se apaga um texto em lápis, seria mais fácil ou difícil levar a vida?